Por Karine Ferreira- Graduação em Psicologia UFRJ
Seminário Sobre as Psicoses: dificuldades diagnósticas
O Seminário Sobre As
Psicoses, em consonância com o trabalho da Seção explorará no segundo
semestre :
"Sobre o
Corpo e o Trauma: "de que corpo se trata em psicanálise?"
Para tal, recorreremos
ao que pode nos apontar a clínica estrutural e a borromeana, o corpo
erógeno freudiano e o corpo pulsional segundo a orientação lacaniana,
ou seja, a marca da linguagem e seus efeitos sobre a estrutura,
especialmente na psicose.
Começaremos com a
apresentação da introdução do livro de Silvia Tendlarz,"Lo clásico y lo nuevo" - problemas contemporâneos",
págs 11 à 23.
O primeiro encontro do semestre será dia 13/8 próximo.
Em seguida passaremos
a trabalhar o programa abaixo referido:
1- Introdução ao
Narcisismo e o Estádio do Espelho ( Freud e Lacan)
2- Sobre a Repetição -
Tiquet e automaton- (Freud e Lacan)
3- Esboço de
Psicanálise( Freud)
4- A Invenção
Psicótica - Seminário XXIII e Opção Lacaniana n 36 (Lacan e
Miller)
5- Iteração - Peças
avulsas(Miller) e O Ser e o Um (Miller)
Este percurso contará
a cada dois meses com a participação de um colega convidado a trabalhar
as questões relativas ao tema através de um caso clínico. No dia 09 de setembro
teremos Mirta Zbrum e no dia 14 de Outubro teremos Vera Besset , que
generosamente aceitaram nosso convite.
Coordenadores: Eliana
Bentes Castro, Lenita Bentes e Nelson Riedel
Horário dos encontros:
Terça feira, 11hs, na Seção Rio (segundas e quartas 3ªs do mes)
Local: Rua Capistrano de Abreu, nº 14 Botafogo- EBP Rio
Por Karine Ferreira- Graduação em Psicologia UFRJ
X Colóquio internacional do LEPSI “ Crianças públicas, adultos privados” V Congresso da RUEPSY – Rede Universitária Internacional em Educação e Psicanálise e I Congresso Brasileiro da Rede INFEIES
Discussões pertinentes à Psicanálise e a clínica com autistas!
A promoção social da infância é um fato incontestável. Em escala bem superior a de épocas precedentes, a criança recebe a atenção do discurso jurídico que organiza leis que a protegem contra os abusos dos adultos; a atenção do discurso científico que formula as leis de seu desenvolvimento e aprendizagem a serem respeitadas nas práticas que levam em conta a lida com as crianças; a atenção também dos interesses do mercado que agora veem nelas um potencial consumidor que, ainda que não tenham os meios próprios para a efetivação do consumo, podem ser hábeis na persuasão de seus pais.
Toda essa promoção social da infância, comemorada com razão pelas sociedades democráticas, enquanto representa uma vitória do Estado de Direito, nos autoriza a formular a expressão criança pública.
Mais que a expectativa, nasce a demanda para a criança pública, esquadrinhada por leis e saberes, para que ela fale deixando sua condição de infans, no sentido político do termo (infans, como aparece na figura do infante da infantaria, é aquele que não tem o direito de falar). Mas quem estará lá para ouvir?
No avesso da criança pública, propomos a reflexão, está o adulto privado. Privado não no sentido contemporâneo, de privativo, íntimo, mas no sentido de privação da coisa pública, como, aliás, era o sentido dado ao termo pelos gregos. O infans agora seria o adulto?
Frente a criança pública, caracterizada por seus direitos, encontra-se o adulto privado, caracterizado por seus deveres. Evidentemente que o potencial pernicioso do adulto em relação à criança existe e precisa ser coibido. Na tradição psicanalítica, desde Freud passando por Lacan, Dolto e vários outros a questão foi analisada com rigor, sobretudo na investigação dos vestígios deixados pelo desejo dos pais na alienação inevitável da criança a estes.
Seria preciso pensar essa questão dialeticamente: o esquadrinhamento da criança pública gerou como efeito colateral a criação de um superego educativo para os adultos. Infantilizados pela obediência regulamentada a preceitos, mas também, enquanto professores convocados a se formar eternamente nos cursos que visam sua melhor adaptação à criança pública, serão esses adultos menos perniciosos?
A expressão que dá o título a esse colóquio: crianças públicas, adultos privados, é uma franca paráfrase a célebre frase de Bernard Mandeville, publicada em 1723 em seu livro com título sugestivo: "A Fábula das abelhas" : "Vícios privados são virtudes públicas . Mandeville é considerado por muitos como o bisavô da ética utilitarista, forjada no seio da ideologia liberal e que encontraria sucessores como Bentham e Adam Smith, já bem mais conhecidos em nosso meio.
A ética utilitarista e a ideologia liberal são francamente dominantes no cenário politico atual. Os recentes acontecimentos em torno do tratamento ao autismo, em particular no Brasil e na França, são uma prova contundente disso. Sob o preceito de cientificidade das práticas, o Estado entendeu ser correto limitar o trabalho com autistas, seja ele de natureza educativa ou terapêutica, a somente aquelas práticas que tinham seus resultados comprovados cientificamente, segundo um modelo único de cientificidade. Toda a riqueza do debate epistemológico sobre a questão: O que é uma ciência?, que desembocou num consenso sobre a inadequação de se estabelecer um modelo único de cientificidade, assim como a existência de práticas que perduram há décadas graças a consistência e comprovação de seus trabalhos com crianças autistas, foram suprimidas em nome de uma ideologia utilitarista da rentabilidade.
A escolha da paráfrase no título, não é, portanto, gratuita. Ela serve para marcar a fotografia de um tempo dominado pelo neoliberalismo e para nos autorizar a colocar a questão sobre o laço educativo nessas circunstâncias: Se a criança está do lado da virtude enquanto o adulto do lado do vício, qual transmissão poderemos observar? Invertendo Santo Agostinho em sua versão da teoria do pecado original, poderíamos dizer que As crianças comem as uvas verdes e os adultos têm seus dentes irritados?
Neste colóquio atravessaremos temas que visam refletir desde a psicanálise os avatares da relação impossível adulto-criança, tal como ela parece ser tomada nas redes da sociedade neoliberal e utilitarista.
Maria Cristina Machado Kupfer, Leandro de Lajonquière e Rinaldo Voltolini
Para mais informações: http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/eventos/detalhado.asp?num=1875
Por Karine Ferreira- Graduação em Psicologia UFRJ
Crianças públicas, adultos privados:
A promoção social da infância é um fato incontestável. Em escala bem superior a de épocas precedentes, a criança recebe a atenção do discurso jurídico que organiza leis que a protegem contra os abusos dos adultos; a atenção do discurso científico que formula as leis de seu desenvolvimento e aprendizagem a serem respeitadas nas práticas que levam em conta a lida com as crianças; a atenção também dos interesses do mercado que agora veem nelas um potencial consumidor que, ainda que não tenham os meios próprios para a efetivação do consumo, podem ser hábeis na persuasão de seus pais.
Toda essa promoção social da infância, comemorada com razão pelas sociedades democráticas, enquanto representa uma vitória do Estado de Direito, nos autoriza a formular a expressão criança pública.
Mais que a expectativa, nasce a demanda para a criança pública, esquadrinhada por leis e saberes, para que ela fale deixando sua condição de infans, no sentido político do termo (infans, como aparece na figura do infante da infantaria, é aquele que não tem o direito de falar). Mas quem estará lá para ouvir?
No avesso da criança pública, propomos a reflexão, está o adulto privado. Privado não no sentido contemporâneo, de privativo, íntimo, mas no sentido de privação da coisa pública, como, aliás, era o sentido dado ao termo pelos gregos. O infans agora seria o adulto?
Frente a criança pública, caracterizada por seus direitos, encontra-se o adulto privado, caracterizado por seus deveres. Evidentemente que o potencial pernicioso do adulto em relação à criança existe e precisa ser coibido. Na tradição psicanalítica, desde Freud passando por Lacan, Dolto e vários outros a questão foi analisada com rigor, sobretudo na investigação dos vestígios deixados pelo desejo dos pais na alienação inevitável da criança a estes.
Seria preciso pensar essa questão dialeticamente: o esquadrinhamento da criança pública gerou como efeito colateral a criação de um superego educativo para os adultos. Infantilizados pela obediência regulamentada a preceitos, mas também, enquanto professores convocados a se formar eternamente nos cursos que visam sua melhor adaptação à criança pública, serão esses adultos menos perniciosos?
A expressão que dá o título a esse colóquio: crianças públicas, adultos privados, é uma franca paráfrase a célebre frase de Bernard Mandeville, publicada em 1723 em seu livro com título sugestivo: "A Fábula das abelhas" : "Vícios privados são virtudes públicas . Mandeville é considerado por muitos como o bisavô da ética utilitarista, forjada no seio da ideologia liberal e que encontraria sucessores como Bentham e Adam Smith, já bem mais conhecidos em nosso meio.
A ética utilitarista e a ideologia liberal são francamente dominantes no cenário politico atual. Os recentes acontecimentos em torno do tratamento ao autismo, em particular no Brasil e na França, são uma prova contundente disso. Sob o preceito de cientificidade das práticas, o Estado entendeu ser correto limitar o trabalho com autistas, seja ele de natureza educativa ou terapêutica, a somente aquelas práticas que tinham seus resultados comprovados cientificamente, segundo um modelo único de cientificidade. Toda a riqueza do debate epistemológico sobre a questão: O que é uma ciência?, que desembocou num consenso sobre a inadequação de se estabelecer um modelo único de cientificidade, assim como a existência de práticas que perduram há décadas graças a consistência e comprovação de seus trabalhos com crianças autistas, foram suprimidas em nome de uma ideologia utilitarista da rentabilidade.
A escolha da paráfrase no título, não é, portanto, gratuita. Ela serve para marcar a fotografia de um tempo dominado pelo neoliberalismo e para nos autorizar a colocar a questão sobre o laço educativo nessas circunstâncias: Se a criança está do lado da virtude enquanto o adulto do lado do vício, qual transmissão poderemos observar? Invertendo Santo Agostinho em sua versão da teoria do pecado original, poderíamos dizer que As crianças comem as uvas verdes e os adultos têm seus dentes irritados?
Neste colóquio atravessaremos temas que visam refletir desde a psicanálise os avatares da relação impossível adulto-criança, tal como ela parece ser tomada nas redes da sociedade neoliberal e utilitarista.
Maria Cristina Machado Kupfer, Leandro de Lajonquière e Rinaldo Voltolini
Para mais informações: http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/eventos/detalhado.asp?num=1875
Por Karine Ferreira- Graduação em Psicologia UFRJ
O Projeto Circulando- UFRJ é composto por uma equipe de psicólogos, graduandos em psicologia, teatro(UNIRIO) e psicanalistas atuando na interface com o campo da arte, da cultura e da saúde mental, em parceria com a intersetorialidade. A atuação se dá através de um dispositivo clínico ampliado, orientado pela psicanálise. Para conhecer mais sobre o Projeto e ventos relacionados, visite o blog http://circulandoufrj.wordpress.com/
Por Karine Ferreira- Graduação em Psicologia UFRJ
Em 16 de abril, quarta-feira, às 20h, a Práxis Lacaniana-Formação em Escola dará início ao Seminário Clínica e Discurso da Psicanálise deste ano, coordenado por Isabel Martins Considera. Os trabalhos serão a partir do texto de Lacan “Proposição de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista de Escola”, principalmente a segunda parte do texto.
O título da primeira aula é “A lógica do dispositivo do passe na Escola”.
Diz Lacan: “A passagem de psicanalisante a psicanalista tem uma porta cuja dobradiça é o resto que constitui a divisão entre eles, essa divisão não é outra senão a do sujeito, da qual esse resto é a causa. Nessa reviravolta em que o sujeito vê soçobrar a segurança que extraia da fantasia em que se constitui, para cada um, sua janela para o real, o que se percebe é que a apreensão do desejo não é outra senão a de um des-ser.”( Lacan, 1967, em Outros Escritos, pág. 259).
Maiores informações: 2704-8448 ou 2710-3522; www.praxislacaniana.com.br
e-mails: praxislacaniana@globo.com
Endereço: Alameda 24 de Outubro, nº 39 / Icaraí - Niterói - RJ
Por Karine Ferreira- Graduação em Psicologia UFRJ
O Núcleo de Pesquisas em Políticas Públicas de Saúde Mental- NUPPSAM realiza nos dias 8 E 9 de maio de 2014 o Seminário Internacional da Associação Mundial de Reabilitação Psicossocial (WAPR).
O evento é gratuito e acontecerá no Instituto de Psiquiatria da UFRJ – IPUB que fica na Avenida Pasteur 250; Urca.
Os interessados deverão fazer inscrição através do site do NUPPSAM (http://www.nuppsam.org/) onde há um link para inscrições, e outras informações sobre o Seminário Internacional da WAPR.
Vagas limitadas!
Programação:
Quinta-feira, 08 de maio de 2014
09:00 - 09:30 Acolhimento e inscrições
09:30 - 10:00 Abertura
10:00 - 12:00 Experiências de reabilitação psicossocial no Brasil - Sessão I
12:30 - 13:30 Almoço
14:00 - 15:30 Conferência de Abertura
"O Movimento da reabilitação psicossocial no Brasil hoje" – Ana Pitta (Presidente do Capítulo Brasileiro da WAPR)
15:30 - 17:00 Experiências de reabilitação psicossocial no Brasil - Sessão II
Sexta-feira, 09 de maio de 2014
08:30 - 10:30 Experiências de reabilitação psicossocial no Brasil - Sessão III
10:30 - 12:00 Conferência (Centro de Estudos IPUB)
"Reabilitação psicossocial na Europa hoje" - Ricardo Guinea (Presidente eleito da WAPR)
"Famílias de usuários e o movimento da reabilitação psicossocial na Espanha" – Francisco Sardina (Representante dos familiares junto à WAPR)
12:30 - 13:30 Almoço
14:00 - 15:30 Experiências brasileiras de reabilitação psicossocial no Brasil - Sessão IV
15:30 - 17:00 Plenária final do Seminário
"Reforma psiquiátrica e o movimento de reabilitação psicossocial" - Pedro Gabriel Delgado (Vice-Presidente Regional Adjunto da América Latina)
Situação da WAPR na América do Sul
Plenária de organização do Capítulo Brasil da WAPR
17:00 Encerramento
Fonte: http://www.nuppsam.org/destaque.php
Por Karine Ferreira- Graduação em Psicologia UFRJ
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